terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pesquisas escolares e internet

Um dos grandes desafios do cotidiano escolar atualmente é o uso da internet, pelos alunos, para a realização de tarefas e pesquisas.



Por Danielle Lourenço14/06/2010

A responsabilidade das falhas nas pesquisas não é nem da internet, muito menos dos alunos.
Um dos grandes desafios do cotidiano escolar atualmente é o uso da internet, pelos alunos, para a realização de tarefas e pesquisas.
Muitos colegas reclamam que seus educandos fazem uma "mera cópia" de sites especializados (e outros nem tanto) e que, desse modo, não há produtividade nem aprendizagem efetiva.
O fato é que o dilema cópia x pesquisa não é novo. Ele coexiste com a escola há muitos anos.

Tenho calos nos dedos anular e indicador da mão direita de tanto "copiar" informações de enciclopédias e livros. O conceito que aprendi nos primeiros anos escolares era: quanto maior a volume de páginas da pesquisa, melhor a nota.
Assim, a questão está na metodologia da pesquisa que, comumente, só é revelada aos alunos no Ensino Médio e Superior. (E, cá entre nós, vira o tal monstro TCC – Trabalho de Conclusão de Curso).
A responsabilidade das falhas nas pesquisas não é nem da internet, muito menos dos alunos. Cabe a nós, educadores, a função de orientar a realização de tarefas e pesquisas escolares, independentemente da faixa etária do aluno. Nós devemos conduzir esse trabalho, principalmente se essa pesquisa for realizada na internet.
E o que é necessário pautar com os alunos?
1) Comentar sobre as questões éticas da pesquisa, falando sobre propriedade intelectual, direitos autorais, obras de domínio público, uso de imagens, etc. E da internet, não utilizar conteúdos e materiais da web sem autorização ou menção da fonte.
2) Descrever minuciosamente o assunto de que está tratando. Por exemplo, não adianta mandar uma pesquisa sobre "História do Brasil". É muito amplo! É importante definir especificamente o tema a ser tratado: Família Real, Brasil Colônia, abolição da escravatura e suas consequências econômicas, etc. Deve-se especificar sem medo.
3) Fazer uma pré-seleção de, pelo menos cinco sites fidedignos, nos quais os alunos possam encontrar informações pré-validadas pelo professor.
4) Solicitar outras fontes de informação para tornar a atividade mais ampla, como livros, programas de televisão, filmes, etc. É essencial desmistificar a questão de que a internet é a única fonte de pesquisa. Pode ser a mais rápida, mas não a única, nem tampouco a melhor.
5) Trabalhar com o grupo a diferença entre uma pesquisa e uma simples cópia. Certamente não é uma tarefa simples nem rápida, mas fundamental.
6) Orientar os alunos a estarem "focados" na pesquisa, pois, na web, o risco de dispersão sempre é enorme. O "pecado" mora ao lado!
7) Salientar que a internet é fonte de informação e também de confusão. Pode haver erros conceituais, definições defasadas e toda sorte de inverdades. Tudo precisa ser confirmado com outras fontes! (Vale novamente a dica de solicitar sempre uma segunda fonte que possa confirmar ou contrapor as informações oriundas da internet!)
8) Como o Google é a ferramenta de busca mais popular do momento, apresentar aos alunos o Google scholar (http://scholar.google.com.br/), que é especializado no mundo acadêmico.
9) Caso essa tarefa possa ser ampliada para um projeto, pode-se montar um blog ou uma "wiki" com os alunos e tornar a atividade compartilhada entre a turma e os pais. Os resultados são fantásticos e a publicação é gratuita!
10) Não se omita de dar as devidas orientações aos seus "pupilos", pois você é corresponsável pela formação dessas vidas!




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nove dicas para usar bem a tecnologia



O INÍCIO Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.

O CURRÍCULO No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.

FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.

O ESPECÍFICO Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.

A AMPLIAÇÃO Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.

O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.

A RESPONSABILIDADE Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.

A SEGURANÇA Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.

A PARCERIA Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.

Fontes: Adriano Canabarro Teixeira, especialista de Educação e tecnologia da UFRGS, Maria de Los Dolores Jimenez Peña, professora de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Da Universidade Mackenzie, e Roberta Bento, diretora da Planeta Educação.

COMO ESCOLHER UM SOFTWARE EDUCACIONAL


SOFTWARE EDUCACIONAL COMO APOIO À APRENDIZAGEM: DESAFIO AO PENSAMENTO DO APRENDIZ

- O software agrega valor à capacidade de aprender e de perguntar?
- Possibilita simulações e interações?
- Contribui para a análise e teste de hipóteses?
- Apresenta indicadores para auto-avaliação?
- Proporciona atividade independente?

CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DE SOFTWARE EDUCACIONAL

- Conhecer características e funcionamento
- Saber quais resultados podem ser esperados
- Adequação a objetivos e público
- Comparação com outras opções
- Análise da relação custo x benefício
- Análise dos impactos na motivação e da capacidade de gerar perguntas pelos alunos.

Referência: FÓSCOLO, Ivan Bastos. Como escolher um software educacional. 2000. Pedagogia em Foco. Disponível em:http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/inedu02.htm.